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02-02-2009

Século de Nanuque

Século de Nanuque 

15-12-2000

Sincero do Porto Azul

(Haras Nanuque) 

Belo animal Pampa de Preto de Propriedade do Haras Nanuque, com quem o Haras Kitanda tem tido ótimos resulatados como os animais Estrela da Kitanda, Estação da Kitanda, Bagagem da Kitanda. Dólar da Kitanda, Estampa da Kitanda, e muitos outros.


02-05-1988

Química da Kitanda

Química da Kitanda 

14-10-1967

Animais que fazem ou fizeram parte da história do Haras Kitanda - Arubé Bela Cruz

 

Arubé Bela Cruz - Inscrito no Livro de Elite MM7 da ABCCMM, volume 1 página 181, em 28/11/1997. Tem vários filhos também inscritos em livros de Ellite como Osaka da Kitanda, Pupila da Kitanda, Raro do Granito, Japaranduba Cambará e diversos descendentes campeões nacionais. Entrou para a História da Raça como um dos principais garanhôes que já existiu. serviu ao Haras Kitanda e Haras Granito em sociedade até o fim da sua vida. Principal reprodutor, sem dúvida, da História desse haras.

 

ARUBÉ BELA CRUZ – por Tabatinga Predileto x Farofa Bela Cruz

 

Arubé Bela Cruz, este pequeno grande tordilho, de linhas finamente retocadas pela introdução do semental Tabatinga Predileto (Nero x Cachoeira II) no pequeno plantel da Fazenda Bela Cruz, nasceu em 1967. 

Seu pai, o cavalo escolhido pelo Dr. Dirceu Araújo para ser o mais completo de sua sela, nasceu na Fazenda Tabatinga, em Santana do Deserto(MG), ao final dos anos 50.  Trabalhando fêmeas da mais pura origem da linhagem, Predileto gerou influentes marchadores, como: Alhambra (x Castanhola), Bibelô (x Cruzília), Caboclo (x Marília), Cangaço (x Maria Bonita), Ciranda (x Luanda), Faceira (x Luanda), Faradiba (x Soraya), Fidalgo (x Urca), Gitana (x Fanfarra), Harpa (x Leopoldina), Mangalarga (x Tosca), Mustafá (x Leopoldina), Maroto (x Alhambra), Sancho (x Serraria II), Senegal (x Fanfarra), Tabatinga (x Fanfarra) e Tarantela (x Paineiras).

Arubé serviu ao plantel da Fazenda Bela Cruz entre 1971 e 1972, voltando a cobrir éguas marca “R” em 1974, 1976, 1977 e 1978.   Raros são os produtos registrados em seu nome na Bela Cruz, pois a pequena estatura impediu-lhe o registro definitivo por algum tempo.  Em 1980, por razões de sensibilidade que somente grandes selecionadores podem perceber, foi adquirido pelos irmãos Lúcio e Marcus Wanderley, que o trouxeram da Fazenda Bela Cruz para dar sequência ao trabalho do ‘Granito’em Nanuque(MG) e da ‘Kitanda’ em Itapetinga(BA). Buscavam nele a forte caracterização racial, o extraordinário andamento, os aprumos ímpares, a índole incomparável e a agilidade de um gato, só encontrada em árdegos ginetes.  Não se equivocaram nem um só milímetro!

Surgiria daí a Geração F2 que revelaria, sobre as filhas de Abaíba Remo e Gibi do Granito respectivamente, um novíssimo e refinado plantel, onde se destacaram: Raro (x Macumba do Granito, por Remo), Sândalo (x Macumba do Granito, por Remo), Sertão (x Abaíba Ema, por Abaíba Reserva), Sonhado (x Orquestra do Granito, por Remo), Sucesso (x Olinda do Granito, por Remo), Tambaú (x Java do Granito, por Remo), Timbé (x Macumba do Granito, por Remo), Uruçu (x Predileta do Granito, por Tabatinga Predileto), Veraneio (x Rapadura do Granito, por Remo), Vermute (x Java do Granito, por Remo),Vulcão (x Tabatinga Marília, por Ericeira Baluarte), Cravo (x Viçosa do Granito, por Remo); e as matrizes: Raiz (x Abaiba Ema, por Abaíba Reserva), Relva (x Luzaka do Granito, por Remo), Roxa (x Lança do Granito, por Remo), Sabá (x Meca do Granito, por Remo), Saravá (x Kizumba do Granito, por Candidato J.F.), Savala (x Java do Granito, por Remo), Tapioca (x Orquestra do Granito, por Remo), Zanga (x Tróia do Granito, por Lundu), Ciranda (x Japaranduba Cuíca, por Outono do Granito), Esfera (x Bola Branca do Granito, por Pombo Roxo do Granito), Espada (x União do Granito, por Irapuru Bela Cruz), Evidência (x Ubaíra do Granito, por Lundu do Granito); além de produtos ‘Kitanda’, de Marcus Wanderley, como: Kaiaca (x Cafundó Tulipa, por Herdade Jupiá), Ki Beleza (x Esbelta do Granito), Kichô (x Balada da Kitanda), Mustang (x Esbelta do Granito), Maloca (x Cafundó Moema, por Abaíba Quera), Meca (x Cafundó Tulipa, por Herdade Jupiá), Malu (x Chinesa da Kitanda), Mulata (x Caneca da Kitanda), Neve (x Elegância da Kitanda), Nevasca (x Balsa da Kitanda), Nonoca (x Chinesa da Kitanda) e Opala (x Itapira da Kitanda).

                Para que tenhamos uma visão clara do que representou Arubé Bela Cruz no trabalho de formação da Geração F2 do ‘Granito’ e da ‘Kitanda’, devemos atentar para as palavras de seus criadores, os tradicionais Argentino dos Reis Junqueira e seu filho Francisco Darcy Meirelles Junqueira: 

 

“ (...)Em 1965, a seleção foi se tornando ainda mais criteriosa, quando os animais começaram a ser registrados na ABCCMRM, na época com um plantel total de cerca de 10 matrizes.  Na ocasião, buscamos no criatório do saudoso Dr. Dirceu Araújo um cavalo da origem de ‘Chiquinho do Cafundó’, filho do Barão de Alfenas, nosso antepassado comum: o Tabatinga Predileto. Os produtos que surgiram a partir dos cruzamentos de Predileto com éguas da Bela Cruz foram animais que ganharam prestígio e reconhecimento nacional, com realce para: Alfazema (filha de Simpatia), Aymará (filha de Farofinha), Atalaia (filha de Espadinha), Alteza (filha de Revista) e Ariano (filho de Copa) e o que escolhemos para ser nosso semental-chefe: o Arubé Bela Cruz (por Farofa).  A partir daí o trabalho ficou ainda mais fácil, e os campeões nacionais começaram a aparecer: Irapuru, Farrapo, Kodak, Kalifa, Líder, Imagem, Magia, entre outros(...)”.

 

Significativa também foi a mensagem escrita pelo criador André Castelo Branco – Haras da Montanha, quando da morte de Arubé Bela Cruz, onde ele sensibilizadamente descrevia:

 

“ARUBÉ BELA CRUZ: UM ADEUS

 

Como toda história, esta tem início nos verdes prados do Sul de Minas, no ano em que Tabatinga Predileto foi à Bela Cruz para padrear um seleto lote de éguas, gerando animais de excepcionais qualidades, como Aymará, Alfazema, Ariano e aquele que foi escolhido para seu reprodutor, o Arubé Bela Cruz.

Ele era um animal que tinha em sua morfologia o padrão do cavalo de sela, a expressão racial de seu pai e não apenas marchava, mas sim, desfilava.  Quem teve a oportunidade de montá-lo, encontrou a marcha em sua maior comodidade, experimentou a tão falada ‘marcha ideal’.

Arubé foi por vários anos o reprodutor-chefe da Fazenda Bela Cruz, gerando lá, como seu pai, animais de destaque na raça.

Precisando, os selecionadores Marcus e Lúcio Wanderley, de um cavalo para dar prosseguimento e evolução aos seus plantéis, o adquiriram em momento de rara felicidade, o que acontece poucas vezes na vida de um criador.  Arubé não decepcionou, muito pelo contrário, extrapolou as expectativas e gerou animais que são verdadeiras reservas genéticas da raça, pois onde se encontra seu sangue, se encontra a qualidade.

Porém, como Arubé saiu da Bela Cruz para servir no Granito e na Kitanda, agora chegou a hora de atender a seu pai, Tabatinga Predileto, que chamou seu filho mais ilustre para, a seu lado, continuarem o trabalho que aqui na Terra começaram.  Se os homens pudessem ver o que acontece lá no céu, com certeza veriam um espetáculo maravilhoso: pai e filho marchando e desfilando por aquele imenso azul, contrastando com o branco de suas pelagens.

                                                                                              Adeus Arubé...”


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